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A pecuária brasileira passa por uma transformação estrutural em 2026, impulsionada pela consolidação da Terminação Intensiva a Pasto (TIP). Segundo dados da Ponta Agro, este sistema de engorda cresceu 300% em apenas cinco anos, sendo atualmente adotado por 15% dos pecuaristas do país.

No Centro-Oeste, o destaque é ainda maior, com 44% dos terminadores utilizando a técnica. O sistema combina o alimento mais barato, o pasto, com a precisão da ração no cocho, quintuplicando a produtividade em relação ao modelo extensivo.

Confira:

Crescimento da TIP e suas vantagens

A TIP é considerada a tecnologia mais democrática do setor, pois exige investimentos em infraestrutura significativamente inferiores ao confinamento convencional. Enquanto o modelo extensivo produz cerca de cinco arrobas por hectare ao ano, a TIP permite atingir mais de 120 arrobas/ha/ano, superando a rentabilidade de muitas culturas agrícolas.

Esse sistema é aplicável tanto para pequenos produtores quanto para grandes projetos, adaptando-se a diferentes biomas e disponibilidades de insumos regionais. O foco da TIP não é apenas o peso vivo, mas o Ganho Médio Diário (GMD) de carcaça, que frequentemente supera 1 kg/dia, garantindo excelente acabamento de gordura.

Implicações da expansão da TIP

O crescimento explosivo da TIP no Brasil foi impulsionado pela expansão das indústrias de etanol de milho. O Grão Seco de Destilaria (DDG) surgiu como o ingrediente ideal para este sistema, fornecendo a proteína e a energia necessárias para equilibrar os nutrientes que o pasto sozinho não entrega.

Além do DDG, o pecuarista pode utilizar milho, polpa cítrica, casca de soja ou caroço de algodão, dependendo da oferta e do preço local, tornando a dieta da TIP altamente flexível e econômica.

Integração com a recria intensiva

A nova lógica da engorda em 2026 passa pela integração da Recria Intensiva a Pasto (RIP) com a TIP, eliminando o “efeito sanfona” e acelerando o giro da fazenda. A recria, que tradicionalmente levava 12 meses, é reduzida para sete ou oito meses com a RIP. Ao emendar com a TIP, o pecuarista consegue enviar o boi para o frigorífico em apenas um ano após a desmama.

Essa estratégia permite que a fazenda liquide o lote no exato momento em que a nova safra de bezerros chega, maximizando o uso da terra e do capital. Para que a TIP funcione, o manejo de pastagem deve ser ajustado. Especialistas como o Professor Flávio Dutra (APTA) e Rogério Coan alertam que o erro operacional pode anular os ganhos tecnológicos.

O papel do manejo adequado

No sistema de TIP, o pastejo contínuo ou alternado é preferível ao rotacionado, evitando quedas de consumo de ração durante a troca de piquetes. Iniciativas como o programa TIP Brasil estão profissionalizando o setor através de cursos e treinamentos, focando em “raio-x” das práticas de campo para evitar erros comuns de infraestrutura e nutrição.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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